
Adeus Rio de Janeiro
Luiz Gonzaga
Dilema do migrante em "Adeus Rio de Janeiro" de Luiz Gonzaga
"Adeus Rio de Janeiro", de Luiz Gonzaga, aborda o conflito vivido pelo migrante nordestino diante do fascínio da cidade grande e a saudade do lar. O verso “Rio de Janeiro bota o visgo na gente” usa a palavra "visgo" (resina pegajosa) para mostrar como a cidade exerce um poder de atração quase irresistível, prendendo quem chega. No entanto, a decisão de partir não vem de uma insatisfação com o Rio, mas do medo de perder o amor de Rosa, como fica claro em “Eu só não fico porque rosa diz: Oxente / Será que Zéca já deixou de me amar?”. Esse dilema reflete o contexto histórico da migração nordestina para o Sudeste, especialmente para o Rio de Janeiro, onde muitos buscavam melhores condições de vida, mas enfrentavam o desafio de manter os laços afetivos e culturais com a terra natal.
A letra também mostra o apego do migrante ao próprio Rio de Janeiro, não apenas à sua origem. O trecho “Eu fico triste, sinto frio, sinto medo / E fico achando todo azedo e com vontade de chorar” revela a dor da despedida, marcada por saudade antecipada e insegurança. Mesmo assim, o compromisso com Rosa é prioridade, como sintetizado em “me adiscurpi, mais a rosa tá em primeiro lugar”. Assim, Luiz Gonzaga retrata de forma simples e emotiva o drama de quem precisa escolher entre o novo mundo sedutor e as raízes afetivas, um sentimento comum a muitos migrantes brasileiros.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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