
Luar do Sertão
Luiz Gonzaga
Saudade e identidade rural em “Luar do Sertão” de Luiz Gonzaga
“Luar do Sertão”, interpretada por Luiz Gonzaga, explora a saudade das origens e a valorização da simplicidade do interior nordestino. A canção destaca o contraste entre a beleza do sertão e a frieza das cidades, como fica claro no verso: “Oh! Que saudade do luar da minha terra / Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão”. Aqui, o luar não é apenas um elemento da paisagem, mas um símbolo de aconchego e pertencimento, evocando memórias afetivas do campo.
A letra utiliza imagens acessíveis para exaltar o sertão, como ao comparar a lua ao “sol de prata prateando a solidão” e ao associar o canto do galo à “alma da lua que descanta / Escondida na garganta desse galo a soluçar”. Essas passagens reforçam a ideia de que o sertão tem uma beleza e uma atmosfera únicas, impossíveis de serem encontradas na vida urbana. O desejo de morrer “abraçado à minha terra” e ser enterrado “numa grota pequenina” mostra o forte vínculo emocional com o lugar de origem, transformando o sertão em um verdadeiro refúgio identitário. Além disso, a história da música, marcada por disputas de autoria entre João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, evidencia a tradição oral e a riqueza cultural da música popular brasileira, onde letras e melodias se reinventam ao longo do tempo. Luiz Gonzaga, ao gravar a canção, reforça esse sentimento de saudade e pertencimento, tornando “Luar do Sertão” um símbolo da memória afetiva do Brasil rural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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