
De Manhã Cedo
Luiz Marenco
Ritual e identidade gaúcha em “De Manhã Cedo” de Luiz Marenco
“De Manhã Cedo”, de Luiz Marenco, retrata com riqueza de detalhes o início do dia no campo gaúcho, destacando elementos sensoriais como o “fedor de querosena” do candeeiro e o “tinideira de espora pelo chão”. Esses detalhes não apenas ilustram a rotina rural, mas também reforçam o apego às tradições e a autenticidade do gaúcho, aspectos centrais na obra de Marenco. A repetição de versos como “Forma cavalo / São os gritos na mangueira / Abre a porteira / E tranco firme pro galpão” evidencia o ritmo e o ritual do trabalho, que começa ainda de madrugada, quando “mal e mal se enxerga as garras”, mostrando que a vida já pulsa no galpão e na mangueira mesmo antes do amanhecer.
A letra valoriza o espírito coletivo, como em “Indiada guapa / Neste grupo labutar”, e destaca a importância dos pequenos rituais, como o chimarrão antes do trabalho. O termo “terrunho ritual” resume o modo de vida do gaúcho, onde cada manhã é marcada por gestos repetidos, mas cheios de significado e pertencimento. Ao retratar a rotina com simplicidade e orgulho, Marenco presta homenagem à cultura do campo, mostrando que enfrentar a vida “num jeitão flor de bagual” é motivo de honra e identidade. Assim, a música se torna um retrato fiel da resistência, do valor do trabalho e do companheirismo no cotidiano rural.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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