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Décima do Potro Baio

Luiz Marenco

Tradição e humor gaúcho em “Décima do Potro Baio”

“Décima do Potro Baio”, de Luiz Marenco, retrata com leveza e regionalismo o desafio de domar um cavalo selvagem, figura central na cultura do Rio Grande do Sul. O potro baio, chamado de “bagual baio respeitado da peonada” e “baio da venta rasgada carunchado nos cornilho”, simboliza tanto a força bruta da natureza quanto o respeito conquistado pelo peão que se arrisca a enfrentá-lo. Termos como “lombilho”, “prenda” e “bagual” reforçam a ambientação campeira e conectam a letra à tradição oral gaúcha.

A música utiliza a estrutura em décima, típica da poesia popular do sul do Brasil, o que traz ritmo e autenticidade à narrativa. O trecho “Menina, minha menina me agarra senão eu caio / Que eu a venho sufocado com o balanço deste baio” mistura humor e tensão, mostrando a vulnerabilidade do peão diante do animal e sugerindo um flerte com a “prenda” que o observa. No desfecho, ao afirmar que “o baio ficou manso inté pro selim de china”, a canção celebra a vitória do peão e a transformação do potro, valorizando a persistência, a habilidade e o orgulho do homem do campo, além de exaltar as raízes e costumes do povo gaúcho.

Composição: Noel Guarany, Jayme Caetano Braum. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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