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Entre Mãos e Tentos

Luiz Marenco

Letra

    "A mão campeira, que é o fio da faca
    Tirando uns tentos, mais ou menos grossos
    Cardal pra cima que dormiu na estaca
    E acordou com a chaira, fazendo alvoroço

    Cada tento forte, desquinado inteiro
    Pelas mãos de jeito, de paciência e arte
    Só depois com outro é que vai ser guerreiro
    Porque ainda solito, num tirão se parte

    Pelas mãos de campo, de dar tironaços
    Na perícia antiga, que aprendeu com outros
    Já passaram rédeas, barbicachos, laços
    E cabrestos fortes que golpearam potros

    É quase um romance, entre mãos e tentos
    Um tento por baixo, outro vai por cima
    Vai crescendo o laço, pra cantar nos ventos
    Numa trança forte, mas com a mesma rima

    Vai desde argola, quase doze braças
    De corpo parelho pra encontrar a presilha
    Numa armada aberta é quase uma ameaça
    Pela mão que firma mais quatro rodilhas

    Pra tentear o laço e firmar a trança
    Num pealo de longe, polvadeira erguida
    Feito um laço novo, tempo corre e corta
    E quando a argola solta, nos rebenta a vida."

    Composição: Cristian Camargo / Gujo Teixeira. Essa informação está errada? Nos avise.

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