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Mágoas de Posteiro

Luiz Marenco

LetraSignificado

    Voltei ao rancho da querência onde nasci
    Vim ao tranquito assobiando uma vaneira
    Não vi ramada, não vi rancho nem mangueira
    Pensei comigo, com certeza me perdi

    Campo lavrado no lugar que era o potreiro
    Campo lavrado no pelado do rodeio
    E o braço erguido no pedaço de um esteio
    Adeus pra sempre do meu rancho de posteiro

    Berro de gado, rincho de potro
    Canto de galo, riso de gente
    Tenho o passado, perdi o presente
    Beira de povo, meu tempo é outro

    O ronco estranho do trator substituindo
    A voz dos pastos, da ternura e da inocência
    Monocultura, apenasmente destruindo
    Memória e campo que roubaram da consciência

    Eu tenho ganas que este maula sem respeito
    Que fez lavoura da invernada onde eu vivia
    Tente arrancar a grama verde de poesia
    Deste Rio Grande que carrego no meu peito

    Composição: Cenair Maicá / Jayme Caetano Braun. Essa informação está errada? Nos avise.

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