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A Crioula Identidade

Luiz Marenco

Letra

    Ao redor do fogo de chão estalam brasas antigas
    Me chamando, outras vidas, que pealaram antes de mim
    Por isso que canto assim, respeitando a alma terrunha
    Em mim, a própria alcunha, de um criollo San Martín

    Uma tropa dá um estouro dentro do meu pensamento
    Que da pampa é sustento pra ser livre, ser vertente
    Não se maneia uma gente que não deixa criar macegas
    Que peleou na própria terra com o crioulismo na frente

    Qual razão de estar aqui? De onde vim? Quem é meu ser?
    Muitos tentam compreender sem olhar pra dentro de si
    Negro, branco ou guarani, viemos do ventre da terra
    Peleamos em tantas guerras para ser apenas gaúcho

    Tenho sede além dos mates, sede além de uma vertente
    Sede de algo que é da gente, maior que as águas de poço
    Rio revolto, alma de moço, buscando encontrar seu fim
    Por isso rebrota em mim um espírito crioulo

    De onde vem nossas raízes? Te digo em pura verdade
    Tem terrunha identidade que só quer ser descendente
    Honrar toda uma gente, seguir caminho e seu prumo
    Levar por diante ao futuro: a crioula identidade

    Composição: Juan Daniel Isernhagen / Juliano Moreno. Essa informação está errada? Nos avise.
    Enviada por João. Revisões por 2 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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