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Romance do Companheiro

Luiz Marenco

Letra

    Já faz três dias que esta chuva fria
    Chegou de tiro com ventito sul
    Alobunando a cor das sesmarias
    De nuvens cinzas pra borrar o azul

    Por entre a pluma deste aguaceiro
    Divulgo o negro vulto na lonjura
    Cá do galpão sei que é um campeiro
    Um grande amigo que por mim procura

    Cabeça baixa num passito lento
    Parando as vezes para olhar a estância
    Entre os guascaços que lhe impõem o tempo
    Que não é mais de cruzar distâncias
    Espera o dia que arrebente os tentos
    Deste laço onde arrasta suas ânsias

    Fareja o barro do chão da porteira
    Depois costeia junto ao alambrado
    No pelo grande a marca da inverneira
    Na cara branca os agostos passados

    A tua estampa me revolve andanças
    E galderiadas teimam e amigo
    E reculuta sonhos e lembranças
    Deste homem que se fez contigo
    E reculuta sonhos e lembranças
    Deste moço que se vai contigo

    Esperando a sua morte gaúcha
    Volta ao fundão onde fez morada
    Por companhia não somente as bruxas
    E vão deixando as suas crinas trançadas
    E alguma flor roxa dos trevais
    Que ainda se escapa dos rigor da geadas

    Composição: Eduardo Carvalho Pereira / Sergio Carvalho Pereira. Essa informação está errada? Nos avise.

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