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Silêncio e Luz

Luiz Marenco

Letra

    Silêncio de vento frio
    Murmúrios de pasto e lua
    A estrela grande xirua
    Tem fogonear de pavio
    Há soluções de arrepio
    Quando a noite fica branca
    E a luz se torna barranca
    Pra ouvir o choro do rio

    O homem nasce de um grito
    E a morte é tão silenciosa
    Na passagem misteriosa
    Que apaga o nosso infinito

    Por isso que despacito
    Quando a luz se vai embora
    A alma se auto devora
    Sem saber que estava escrito

    O silêncio é a luz mais pura
    No mundo onde me deparo
    E a luz é o silêncio claro
    Na estrada de quem procura

    A escuridão é loucura
    Na cancha larga da me
    Apagando a luz latente
    Dos olhos da criatura

    No silêncio eternidade
    Está o mistério da vida
    Com chegada e com partida
    Dois extremos da saudade

    Do tempo sem mocidade
    A luz é a sombra vencida
    E a sombra é a luz escondida
    Que o dia foi claridade

    Talvez por que daí o ruído
    Que a gente pensa que ouviu
    Naquele choro do rio
    Seja o silêncio invertido

    E aquele arrepio sentido
    Em nosso subconsciente
    A luz da razão da gente
    Buscando um elo perdido

    Mesmo arrastando uma cruz
    Na estrada do tempo imenso
    Entre os ruídos de silêncio
    Que a natureza produz

    À mim o que me seduz
    É o bordonear da milonga
    E ao invés da vida longa
    Restos de silêncio e luz

    Composição: Jayme Caetano Braun / Luiz Marenco. Essa informação está errada? Nos avise.

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