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Sombra de Touro

Luiz Marenco

Letra

    O sol caindo num fim de tarde de primavera
    Formou a cena de dois valentes e uma ameaça
    De um embate que o cio das fêmeas já anunciava
    Onde um guerreiro vai contra outro pra honrar a raça

    Um touro pampa marca de copa espichou sua sombra
    Além das patas no chão vermelho do corredor
    À sua frente um touro osco escondendo o sol
    Mandou sua sombra bancar a ponta e ir de fiador

    Por algum tempo mostraram armas cavando a terra
    E não 'froxaram' porque um taura nunca se assombra
    Por sobre o campo dois vultos negros que o sol formou
    Só se 'torearam' pois eram touros e as suas sombras

    Por muito menos tocaram adiante o gado manso
    Abrindo covas, vestindo o lombo de pasto e terra
    E o mesmo ciclo que faz os touros baterem guampa
    Faz as novilhas incharem o ventre por esta guerra

    Pra longe o vento leva em clarins os seus mugidos
    Que tocam carga enquanto afiam pontas de lança
    Vai entonado o touro osco bancando a frente
    E o touro pampa fareja a sombra e então avança

    Mediram força firmando a cascos cada investida
    E os dois por conta no mesmo instinto depois pararam
    Com o sol caindo ficaram as marcas na flor do campo
    E as sombras mansas, duas valentes que nem pelearam
    E um touro assim por ser touro fareja a sombra e se vai (4x)

    Composição: Gujo Teixeira / Juliano Gomes. Essa informação está errada? Nos avise.
    Enviada por Bruno. Revisões por 2 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.

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