
Cruel
Luiz Melodia
Realidade social e resistência em "Cruel" de Luiz Melodia
Em "Cruel", Luiz Melodia utiliza referências diretas a locais como "São Carlos, morro, Borel" para ancorar a música em cenários reais do Rio de Janeiro, destacando a desigualdade social e a violência urbana. Ao mencionar essas comunidades, Melodia (interpretando Sérgio Sampaio) não só situa a narrativa, mas também denuncia a exclusão e o perigo constantes enfrentados pelos moradores, reforçando o tom crítico e realista da canção.
A letra apresenta um retrato direto da vida nas periferias, com imagens como "Torre babel, falso dilema" para mostrar a confusão e a ausência de soluções reais para os problemas sociais. Frases como "Tudo João, nada na mesa" e "Um marginal que já não pode mais fugir / Vai reagir" evidenciam a escassez, a criminalização da pobreza e o ciclo de violência que afeta essas regiões. O trecho "O amor tá quase mudo / Minha voz também / Cruel é isso tudo" expressa o sentimento de impotência e silenciamento diante da opressão, enquanto "Menino é bom ficar de olho aí" alerta para a necessidade de vigilância constante. A apresentação da música com o Coro da Escola de Música da Rocinha, anos depois, reforça o compromisso de Melodia com a valorização das comunidades e a esperança de transformação social por meio da arte.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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