
Negro Gato
Luiz Melodia
Racismo e resistência em “Negro Gato” de Luiz Melodia
Em “Negro Gato”, Luiz Melodia transforma a figura do gato preto em um símbolo das experiências de exclusão e preconceito vividas por pessoas negras e marginalizadas. Ao interpretar a canção, Melodia imprime um tom de denúncia social e identificação pessoal, especialmente por sua trajetória como artista negro do Estácio, no Rio de Janeiro. O gato preto, tradicionalmente associado ao azar, aqui representa quem enfrenta o preconceito e a rejeição diariamente.
A letra destaca a luta por sobrevivência e dignidade, como nos versos “Há tempos que eu não sei o que é um bom prato” e “Mas se não comer, acabo num buraco”, que evidenciam a fome e a precariedade. A menção às “sete vidas” do gato reforça a ideia de resiliência diante das adversidades, mostrando que sempre há uma nova chance de resistir. O verso “Queriam a minha pele, para tamborim” faz referência direta à violência e à exploração, remetendo à história de perseguição e objetificação do corpo negro. Dessa forma, a música vai além da história de um animal rejeitado, tornando-se um retrato sensível e crítico das dificuldades enfrentadas por quem vive à margem da sociedade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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