
Poeta do Morro
Luiz Melodia
Orgulho e resistência no samba de “Poeta do Morro”
Em “Poeta do Morro”, Luiz Melodia afirma com orgulho sua identidade e origem ao cantar: “Eu sou poeta lá do morro / E foi assim que Deus me fez”. Essa declaração vai além do pessoal, funcionando como um manifesto de pertencimento e resistência diante das dificuldades enfrentadas por quem vive nas periferias. O contexto histórico reforça esse tom: a música foi censurada durante a ditadura militar, período em que as vozes das comunidades do morro eram frequentemente silenciadas. Melodia utiliza o samba, com sua leveza e alegria, para transformar a realidade dura em arte, mostrando que há força, dignidade e beleza na vida do morro: “Eu sou mais forte / Eu sou mais gente / Eu sou um rei”.
A letra valoriza o samba como expressão cultural e ferramenta de afirmação: “Eu sou a pura melodia / Que é feita de amor e alegria / Sou eu que enfeita a cidade / Com a poesia”. Ao mencionar que desce do morro para o asfalto, Melodia evidencia a divisão social do Rio de Janeiro, mas também sugere que a riqueza cultural da cidade nasce nos morros e se espalha. O verso “Malandro não tem salto alto” destaca a autenticidade e simplicidade de quem vive no morro, em contraste com a ostentação. Por fim, ao dizer “Muita gente não vê”, o artista denuncia a invisibilidade social dos moradores do morro e reivindica reconhecimento para sua importância na cultura e na vida da cidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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