
Presente Cotidiano
Luiz Melodia
Crítica social e poesia cotidiana em "Presente Cotidiano"
Em "Presente Cotidiano", Luiz Melodia utiliza a repetição da pergunta “Quem vai querer comprar banana?” para fazer uma crítica irônica ao valor dado às coisas simples do dia a dia. A banana, símbolo de algo comum e acessível, funciona como metáfora para tudo aquilo que é abundante, mas pouco valorizado em uma sociedade marcada por desigualdades. Essa crítica se aprofunda em versos como “Quem vai querer comprar a lama? / Quem vai querer comprar a grana?”, que questionam a mercantilização não só de bens materiais, mas também de sentimentos e experiências.
A música foi lançada em um período de censura e repressão, o que levou Melodia a abordar temas sociais de forma indireta e simbólica. O tom leve da canção esconde uma reflexão profunda sobre a rotina, a sobrevivência e o valor do presente. Imagens do cotidiano, como a feira e a rua, se misturam a versos existenciais, como “Vou caminhar um pouco mais atrás da lua”, sugerindo tanto o desejo de escapar da rotina quanto a aceitação da beleza e da dureza do dia a dia. O trecho “Quem quer morrer de amor se engana / Momentos são, momentos drama / O corpo é natural da cama” revela uma visão realista sobre o amor, valorizando o presente e o concreto em vez de idealizações. Assim, "Presente Cotidiano" se destaca por equilibrar leveza poética e crítica social, tornando-se uma obra atemporal e constantemente revisitada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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