
O Destino
Luiza Martins
Quando “O Destino” vira culpado com nome, CPF e profissão
Em “O Destino”, Luiza Martins transforma o tal “destino” em gente de verdade, com “nome, CPF” e ofício de “ladrão de amor”. A manobra desmonta o álibi do ex que andou dizendo “foi o destino” e escancara o triângulo: ela, ele e a terceira pessoa que entrou para roubar um relacionamento. Fiel ao espírito do EP “A Culpa é do Meu Signo” — humor ácido e intensidade escorpiana — a faixa usa ironia e franqueza cortante: “Não era pra ser é o caralho”. Quem fala é uma narradora em confronto direto com o ex; o que houve foi infidelidade e sabotagem do vínculo, facilitadas por um “profissional em amar alguém que já tem alguém”. Nessa nova fase solo, Luiza reforça a persona direta e intensa que prefere responsabilizar pessoas, não astros nem “destino”.
Os temas vêm claros: responsabilidade pessoal (a culpa é dele e do tal terceiro), infidelidade (o “profissional” que mira quem já tem par), autoengano — “Normal do ser humano botar culpa em tudo e em todos, menos nele mesmo” — e desabafo. As imagens são concretas e sarcásticas: “destino com nome e CPF” aponta agentes; “ladrão de amor” e “pisca o olho e quando vê tá sem” mostram a rapidez do roubo afetivo. A narrativa é de confronto, com raiva e frustração filtradas por ironia e firmeza. A repetição do refrão — “O destino que nos separou tem nome, CPF...” — bate como martelo: não foi acaso, foram escolhas dele e do outro, “de mais ninguém”.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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