
Balada da calma
Lula Côrtes
Reflexão sobre o caos urbano em "Balada da calma"
Em "Balada da calma", Lula Côrtes utiliza imagens marcantes para abordar a relação entre o indivíduo, a cidade e a natureza. A expressão “bailarina suja de óleo que sangrava um rio” é uma metáfora visual poderosa para a poluição e o sofrimento dos rios urbanos, especialmente o Capibaribe, que corta Recife. Essa imagem denuncia o impacto da urbanização e da negligência ambiental, trazendo à tona uma crítica social relevante para o contexto nordestino.
A repetição de versos como “pra bater um papo calmo” e “conversar, bater na porta da alma” reforça o desejo do artista por momentos de introspecção e tranquilidade, em contraste com o “barulho dessa cidade”. Lula Côrtes, conhecido por misturar elementos regionais com influências psicodélicas, faz referência direta à paisagem local, como o Rio Capibaribe e o Beberibe, ao mesmo tempo em que utiliza imagens sensoriais e oníricas. O convite para um encontro sereno, longe da agitação urbana, revela uma busca por paz interior e conexão verdadeira, tanto com a própria identidade quanto com a cultura e a natureza do Recife. Assim, a música se apresenta como um manifesto pela calma e pela preservação, usando a paisagem recifense para simbolizar a tensão entre o caos da cidade e a serenidade desejada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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