
Nos Tempos de Menino
Maciel Melo
Infância e identidade sertaneja em “Nos Tempos de Menino”
“Nos Tempos de Menino”, de Maciel Melo, retrata a infância no sertão nordestino como um período de liberdade, criatividade e conexão profunda com a natureza. O verso “Da morte eu não tinha medo / A morte eu não conhecia” mostra a despreocupação típica das crianças, reforçada pelo contexto do próprio Maciel Melo, que sempre valorizou a simplicidade e o contato com o ambiente rural em suas músicas. A letra traz imagens marcantes do cotidiano do interior, como “Era o caminho da roça / E a pureza de Maria / A folha verde no mato / A chuva quando caia”, que remetem às lembranças do compositor sobre sua infância em Iguaraci, Pernambuco.
A música também destaca a riqueza das experiências infantis, especialmente nas brincadeiras, como em “Fui menino pistoleiro / Menino caramanchão / Menino fui sapateiro / Menino carro de mão / Menino fui cangaceiro / Menino fui lampião”. Maciel Melo mistura personagens do imaginário popular nordestino, como Lampião, com profissões e figuras do dia a dia, mostrando como a infância é um tempo de experimentação e fantasia. No final, a nostalgia se intensifica quando o tempo é personificado: “Menino, também menino fui / E o tempo deu-me a alma sua”, ressaltando como as experiências vividas na infância moldam a identidade adulta. Assim, a canção celebra a memória afetiva, as raízes e a cultura sertaneja, valorizando a história e a identidade do Nordeste.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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