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“HIND’S HALL” e o protesto nas ocupações universitárias

O título “HIND’S HALL” aciona diretamente a ocupação de Hamilton Hall (Columbia), rebatizada em homenagem a Hind Rajab, e, musicalmente, o sample de “Ana La Habibi” (Fairuz) ancora a faixa na cultura árabe como gesto de solidariedade. Fora da música, Macklemore doa os lucros à UNRWA, deixando claro que o protesto não é só retórico, é material.

A mensagem central é denunciar o apoio dos EUA a Israel, a ocupação e o apartheid, legitimar os protestos estudantis e convocar artistas e público à ação. Versos como “Block the barricade until Palestine is free” (Bloqueiem a barricada até que a Palestina seja livre) e “fuck the police” (foda-se a polícia), em referência a Cube e Eazy‑E, conectam a luta palestina à tradição do rap contra a violência policial: “Actors in badges… designed by white supremacy” (Atores com distintivo… concebidos pela supremacia branca) e “Has always been about dollars and the color of your pigment” (Sempre foi sobre dinheiro e a cor da sua pele). Ele aponta lobbies e empresas — “AIPAC, CUFI… You can pay off Meta, you can’t pay off me” (AIPAC, CUFI… você pode comprar a Meta, não pode me comprar) —, critica a censura algorítmica — “You can ban TikTok… but it’s too late, we bear witness” (Você pode banir o TikTok… mas é tarde demais, nós testemunhamos) — e usa imagens da guerra: “Seen the rubble… the mothers and the children” (Vi os escombros… as mães e as crianças).

No plano histórico, ele distingue antissionismo de antissemitismo — “Claimin’ it’s antisemitic to be anti‑Zionist” (Dizendo que é antissemita ser antissionista) — e ancora a narrativa em 1948: “History been repeating for the last seventy‑five / The Nakba never ended” (A história vem se repetindo há setenta e cinco anos / A Nakba nunca terminou). Personaliza responsabilidades — “The blood is on your hands, Biden… fuck no, I’m not votin’ for you in the fall” (O sangue está nas suas mãos, Biden… nem fodendo eu voto em você nas eleições) —, denuncia a indústria “quiet, complicit” (calada, cúmplice) e interpela colegas: “What happened to the artist?... I want a ceasefire, fuck a response from Drake” (O que aconteceu com o artista?... eu quero um cessar‑fogo, foda‑se uma resposta do Drake). O tom é de indignação e chamado público, alinhando cultura, rua e política em torno de “Free Palestine” (Palestina livre).

Composição: Benjamin Hammond Haggerty. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Lois e traduzida por Lauri. Revisões por 2 pessoas. Viu algum erro? Envie uma revisão.



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