
Pássaros Do Sul
Mafalda Veiga
Liberdade e saudade em "Pássaros Do Sul" de Mafalda Veiga
Em "Pássaros Do Sul", Mafalda Veiga utiliza a imagem dos pássaros migratórios como símbolo de liberdade, deslocamento e renovação, mas também de saudade e passagem do tempo. O verso “as asas abrem chagas no acinzar do entardecer” mostra que o voo, apesar de representar liberdade, deixa marcas e cicatrizes, refletindo a tensão entre o desejo de partir e a dor da despedida. Essa dualidade aparece também em frases como “amansam a agonia do dia a escurecer” e “é tempo da partida”, que reforçam a ideia de ciclos que se encerram e da inevitabilidade das mudanças.
A letra é marcada por referências ao campo e à natureza – ribeira, seara, eira, orvalho – criando um cenário nostálgico e contemplativo, típico da música portuguesa dos anos 80. Esse ambiente reflete a vivência de Mafalda Veiga, que passou parte da infância na Espanha e teve contato com o fado, influenciando sua sensibilidade poética. O refrão destaca os pássaros como portadores de alegria e música, especialmente “pra cantar às moças em noites de romaria”, evocando festas populares e o papel da música como elemento de união. Ao mesmo tempo, versos como “no adejo da alvorada oscila a minha mágoa” e “adensa a despedida” revelam a delicadeza com que a canção trata as emoções ligadas às partidas e reencontros, tornando-a um retrato sensível da transitoriedade da vida.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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