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Guarda Chuva

Mahrco Monteiro

Carnaval e resistência cultural em “Guarda Chuva” de Mahrco Monteiro

Em “Guarda Chuva”, Mahrco Monteiro utiliza o guarda-chuva como símbolo de proteção e liberdade durante o carnaval paraense. O verso repetido “Meu guarda chuva não pode fechar” vai além do objeto físico, representando a vontade de manter a festa viva e aberta, mesmo diante de adversidades como a chuva ou a repressão policial. O contexto do bloco “Guarda Chuva” no Parafolia reforça essa ideia de resistência alegre, típica do carnaval do Pará, onde a celebração persiste independentemente das circunstâncias externas.

A letra traz expressões regionais e brincadeiras sonoras, como “xaxaxá”, “xexexé”, “xixi da moçada” e “xoxó também, macacada”, criando um ambiente descontraído e carnavalesco, característico das festas populares do estado. O trecho “Xuxu pode chover que se a polícia gritar / A gente desce a ladeira” mostra a ousadia e a liberdade dos foliões, que não se deixam intimidar nem pela presença policial. Ao citar personagens como Deuzuíte e Joana, e situações como “inventaram o Trerimbó”, a música faz referência ao universo cultural local, misturando elementos reais e imaginários para celebrar a criatividade e a espontaneidade do povo paraense. Assim, “Guarda Chuva” se destaca como um hino de resistência festiva, onde a alegria coletiva supera qualquer obstáculo.


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