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Golpe do Amor

Malla 100 Alça

Como “Golpe do Amor” revela o romance como armadilha

Em “Golpe do Amor”, Malla 100 Alça joga com a própria identidade ao cantar “Eu sou um Malla”: é autoironia e admissão de fragilidade, mostrando que até quem posa de durão cai. O título traz o vocabulário do estelionato para o afeto, traduzindo o amargor de se sentir trapaceado. A narrativa progride do encanto ao tombo: primeiro “Você me fez feliz”, depois “Mas fugiu de mim” e, por fim, a descoberta do embuste em “E eu pensei em encontrar / O verdadeiro amor / Mas era só um golpe”. A sequência “Me distraiu / Me seduziu / E me feriu / Perdi” esquematiza a manipulação: distração, sedução, ferida e perda — o saldo de uma relação que parecia promissora.

O refrão “Caí no golpe do amor” comporta duas leituras complementares: a de alguém ardiloso que usou carinho como isca e a da crença no “verdadeiro amor” como fantasia vendida — quando o ideal romântico vira o próprio golpe. A conclusão “Viver a dois / Já não me cabe / Melhor está sozinho / Do que sofrer por amor assim” assume a autoproteção: antes só do que insistir no afeto falso. Lançada em 17 de janeiro de 2025 no álbum Haverá Sinais, “Golpe do Amor” mantém a marca de Malla 100 Alça de tratar desilusão com franqueza popular — na linha de “A Chave da Felicidade” e “Usou e Abusou” —, convertendo a dor em relato direto, repetitivo e dançável, típico do forró que expõe, sem rodeios, o preço de se iludir.

Composição: Carlinhos Caiçara. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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