
Jumento Celestino
Mamonas Assassinas
Crítica social e humor em "Jumento Celestino" dos Mamonas Assassinas
"Jumento Celestino", dos Mamonas Assassinas, utiliza o humor característico da banda para abordar questões sérias sobre migração e preconceito. A música narra a trajetória de um nordestino que deixa a Bahia rumo a São Paulo montado em seu jumento, ironizando tanto os estereótipos quanto as dificuldades reais enfrentadas por migrantes. A referência à música "Rock de Jegue" de Genival Lacerda já indica o tom de paródia e homenagem à cultura nordestina. Expressões como "profissão de boia-fria" e a descrição da viagem difícil no lombo do jumento remetem à realidade dos trabalhadores migrantes, tema que também se conecta à história pessoal do vocalista Dinho.
Mesmo com o tom descontraído, a letra expõe situações de preconceito e exclusão, como no trecho em que o personagem é alvo de chacota após o acidente com a mula e a multidão grita "Baiano, cê vai morrê". O humor serve para tratar de temas como a desilusão com a vida na cidade grande, a saudade de casa e o sentimento de não pertencimento, evidenciado no final quando o personagem retorna "fudido, com um monte de apelido". Elementos do forró e instrumentos típicos reforçam a identidade nordestina, enquanto a modernização do jumento com "Roadstar" e "dentadura" brinca com a ideia de adaptação forçada. Assim, a música mostra como os Mamonas Assassinas misturavam crítica social e irreverência, tornando temas pesados mais acessíveis sem perder a profundidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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