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Where Have You Been?

Manchester Orchestra

Fé em crise em “Where Have You Been?” e ausência dolorosa

Em “Where Have You Been?”, o “você” oscila entre uma pessoa que partiu e o próprio Deus, confundindo súplica, saudade e raiva. Esse embaralhamento torna o clamor final “God, where have you been?” (“Deus, onde você esteve?”) simultaneamente pergunta a um ausente e crise de fé — marca do álbum de estreia I’m Like a Virgin Losing a Child (2006), conhecido pela franqueza confessional da Manchester Orchestra. As imagens expõem a tensão entre retorno e ausência: “They call holidays an option for a reason / I heard you’re coming back to life just for the fourth” (“Eles chamam feriados de uma opção por um motivo / Ouvi dizer que você está voltando à vida só para o Quatro de Julho”), enquanto “I’ve been catching all your ghosts for every season” (“Tenho capturado todos os seus fantasmas em cada estação”) mostra assombros constantes. A contradição “I pray to god you won’t come back here anymore” (“Rezo a Deus para que você não volte mais aqui”) revela cansaço e autoproteção, e o refrão insistente “Where have you been?” (“Onde você esteve?”) — destacado por ouvintes e críticos — intensifica o desejo por resposta e conexão.

Culpa e fé em colapso atravessam cenas doméstico-religiosas: “I wished I’d known that you were bleeding while I sat / and watched you reading with the lord” (“Queria ter sabido que você estava sangrando enquanto eu me sentava / e te observava lendo com o Senhor”) sugere sofrimento não percebido e possível luto, seguido de ciúme espiritual em “do you pray with him, too? / I read with him, too” (“você também reza com ele? / eu também leio com ele”). A imagem das “bênçãos” rebaixadas ao cotidiano — como se chegassem em “pequenas sacolas de papel na varanda” — aponta graça escassa ou tardia. O tom escurece com autoaniquilação e dependência: “I’ll be digesting your legs” (“Vou digerir suas pernas”) e “I’ve got to take what I’m making and turn it into something... / ...break what I’m making and turn it into nothing / for you” (“Tenho que pegar o que estou fazendo e transformar em algo... / ...quebrar o que estou fazendo e transformar em nada / por você”). No fim, a faixa condensa ausência, culpa e abalos de fé, mantendo a busca por resposta em aberto na pergunta derradeira.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.

Enviada por Maria e traduzida por lorraine. Legendado por Marinna. Revisão por kauane. Viu algum erro? Envie uma revisão.



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