Trova do Vento Que Passa
Manuel Alegre
Resistência e esperança em "Trova do Vento Que Passa"
Em "Trova do Vento Que Passa", Manuel Alegre utiliza a imagem do vento como símbolo da busca por notícias e esperança durante a repressão do Estado Novo em Portugal. O verso “o vento nada me diz” expressa o silêncio imposto pela censura e o medo do regime, sugerindo que até a natureza parece silenciar diante da opressão. Escrita em 1963, a canção tornou-se um hino de resistência, refletindo a angústia e a impotência de um povo que, mesmo diante das dificuldades, mantém o desejo de liberdade vivo.
A letra traz metáforas marcantes, como “os rios levam sonhos deixam mágoas” e a pátria “pregada nos braços em cruz do povo”, para mostrar o sofrimento coletivo e a sensação de paralisia de um país impedido de avançar. O trevo de quatro folhas, tradicional símbolo de sorte, é relacionado à palavra “liberdade” (também com quatro sílabas), indicando que a liberdade é um desejo raro e precioso, especialmente para os “que não sabem ler”, referência ao povo privado de educação e informação. O refrão “há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não” resume o espírito de resistência e esperança, mostrando que, mesmo em tempos difíceis, a luta pela liberdade continua. Assim, a música se consolida como um marco da música de intervenção portuguesa.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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