
Ei-los Que Partem
Manuel Freire
Emigração e esperança em "Ei-los Que Partem" de Manuel Freire
A música "Ei-los Que Partem", de Manuel Freire, retrata de forma sensível o fenômeno da emigração portuguesa, especialmente intenso nas décadas de 1960 e 1970. A repetição do verso "Ei-los que partem" destaca o caráter coletivo e constante desse movimento, mostrando que a necessidade de buscar melhores condições de vida atingia pessoas de todas as idades, como reforçado em "novos e velhos". O clima de tristeza é evidente em imagens como "olhos molhados" e "coração triste", que expressam a dor da separação e a incerteza enfrentada tanto pelos emigrantes quanto por suas famílias.
O contexto histórico da canção é marcado pela ditadura e pelas dificuldades econômicas em Portugal, o que aparece na crítica implícita à situação do país, responsável por forçar tantos a buscar "a sorte noutras paragens". Apesar do sofrimento, versos como "esperança em riste" e "sonhos dourados" revelam que havia expectativa de um futuro melhor, mesmo que incerto. O trecho final, "Virão um dia / Ricos ou não / Contando histórias / De lá de longe / Onde o suor / Se fez em pão / Virão um dia / Ou não", resume a incerteza do retorno e do sucesso dos emigrantes. A música se transforma, assim, em um símbolo de resistência cultural e homenagem à coragem e ao sacrifício de quem partiu em busca de dignidade.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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