Poema de Saudade
Manuella Portela
A saudade como presença viva em "Poema de Saudade"
"Poema de Saudade", de Manuella Portela, explora a saudade não apenas como ausência, mas como uma presença constante nas pequenas cenas do cotidiano rural. A canção transforma sentimentos em imagens concretas, como em “beijo de chuva nos lábios verdes do pasto” e “trança de laço velho, que às vezes anda de arrasto”, mostrando como a saudade se revela nos detalhes simples e marcantes da vida no campo.
A letra traz elementos típicos da cultura gaúcha, como o “cusco” que não retorna após atravessar a “sanga” e o “peão que vive campeando”, reforçando a ligação entre saudade e tradição. Essas imagens evocam não só a nostalgia de pessoas e tempos passados, mas também a melancolia diante das mudanças no modo de vida rural. Metáforas como “saudade é flor na corrente, fugindo do aguapé” e “é cruz de pedra sem nome, que mora num cemitério” ampliam o sentimento para além do individual, sugerindo uma saudade coletiva, ligada à memória e à identidade do povo do sul do Brasil. No final, a saudade aparece como algo que, mesmo doloroso, inspira prece, espera e canto, mostrando sua força como fonte de resistência e afeto.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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