1º Novembro
Mão Morta
Luto coletivo e memória em “1º Novembro” de Mão Morta
A música “1º Novembro”, da banda Mão Morta, faz referência direta ao Dia de Todos os Santos, data tradicionalmente dedicada à memória dos mortos. O título já posiciona a canção em um contexto de luto coletivo, onde a lembrança dos que partiram se mistura à experiência pessoal de ausência. Trechos como “rumagens, romaria aos queridos defuntos” e “carcaças abandonadas ao passado” evocam o ritual de visitar cemitérios, transformando esse costume em um momento de profunda solidão e saudade.
A letra descreve um cenário urbano marcado pela decadência, com “automóveis ferrugentos desenhando o horizonte” e “fábricas” sob um “tempo invernoso”, criando uma atmosfera melancólica. A expressão “erva fálica pelo caminho” pode ser entendida como uma metáfora ambígua, sugerindo tanto a persistência da vida em meio à morte quanto possíveis referências à sexualidade reprimida ou à passagem do tempo. A repetição de termos como “solidão”, “saudade” e “defuntos” reforça o sentimento de vazio e a inevitabilidade da perda. Já a frase “paralelos asfixiam a alma” aponta para uma existência limitada por rotinas e restrições, que sufocam o espírito. Assim, a música propõe uma reflexão direta sobre memória, esquecimento e a presença constante da morte no cotidiano.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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