Vidigal
Marcelinho do Arrocha
“Vidigal”: saudade no morro, festa antiga e copo na mão
A imagem central é o pôr do sol no morro do Vidigal, comunidade da Zona Sul conhecida pela cultura vibrante. Para o narrador, nada tem clima de cartão-postal: o “gim tropical” não celebra, anestesia a saudade. O cenário combina com a estética de praia urbana e a pegada ao vivo de Marcelinho do Arrocha. A faixa saiu em 2025 em “Pra Tocar no Paredão 2.0 (Ao Vivo)” e depois entrou em “Brega do Vidigal (Ao Vivo)”. Quem fala é alguém só, no fim de tarde, drink na mão, encurralado pelas lembranças de “nós dois em Fortal” — a micareta de Fortaleza —, contraste direto entre um passado de festa e o presente de solidão no Rio.
Os temas se cruzam sem rodeios: saudade que aperta, tentativa de afogar a dor no álcool — “afogando o amor nesse gim tropical” — e a vigilância mútua nas redes, num jogo de indiretas e perfis falsos: “posta indireta/usando fake”. A pergunta repetida “Me perguntando: Onde será que ela tá?” expõe o ciclo mental. Já “eu sei que, lá no fundo, tu sente falta/de quando seus problemas sumiam no meu” define a dinâmica do casal: ele funcionava como abrigo, absorvendo as crises dela — gesto de cuidado, mas também de dependência. A expressão “afogar o amor” opera em dois níveis: beber para esquecer e tentar enterrar um sentimento que insiste em voltar. No mirante, entre o paredão tocando e a vista bonita, sobra o copo como companhia — e a dor, que o cenário não apaga.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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