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Moço Domero e Moça Bonita

Marcelo Oliveira

LetraSignificado

    O meu pai moço domero
    Minha mãe moça bonita
    Papai de bombacha larga
    Mamãe vestido de chita.
    Meu pai galopeava um potro
    Na volta do corredor

    Minha mãe estendia roupa
    Na praia do quarador
    Minha mãe abana um pano
    E assusta o potro do pai
    Que perde a doma e se arrasta
    E corcoveando se vai.
    Se vai, se vai, e corcoveando se vai

    Mamãe atiça os cachorro
    Pede a Deus livrá o perigo
    E da um grito lá do tanque
    Não cai que eu caso contigo!
    Meu pai floreando os ferro
    Por onde o garrão alcança
    Mandava dizer pro vô

    Domingo eu trago as aliança.
    Minha mãe correu nas casa
    Contar que tinha noivado
    Minha vó perguntou pra ela
    Se era o moço do bragado.
    Não cai, não cai, não cai que eu caso contigo
    Não cai, não cai, é o moço do bragado

    Este mesmo minha mãe disse
    Pra mim não existe outro
    Meu pai cruzava de volta
    Tapeando e assoprando o potro.
    Minha mãe correu na janela
    Mandou o santo sem alarde
    Larga esse e encilha um manso
    E vem toma um mate mais tarde.
    O meu pai chegou na estância

    Só pensando no namoro
    Deixou o bragado na soga
    E aperto as garra num mouro.
    Meu pai, meu pai só pensando no namoro
    Deixou o bragado na soga
    E aperto as garra num moro
    Deu de volta ao trote largo
    Trinando espora e barbela
    Minha mãe cevava um mate
    Com o coração na cancela.
    Chegou um homem d’acavalo!

    Disse o vô lá do galpão
    Permisso! Disse meu pai
    Que apeou de chapéu na mão.
    Quero casá com sua filha!
    Meu pai disse de vereda
    Minha mãe trocou de ponta
    Com olhos de labareda.
    Meu pai, meu pai, meu pai disse de vereda
    Quero casá com sua filha com olhos de labareda.
    Meu avô todo arrepiado
    Achou falta de respeito

    E antes que minha vó chegasse
    Minha mãe disse: Eu aceito!
    Nem que meu vô não quisesse
    Ou que minha vó fosse contra
    Minha mãe por ser baguala,
    Disse: Vamo que eu to pronta!
    Meu avô puxou dum trinta
    Minha vó disse uns desaforo
    O meu pai saltou pra fora
    E a mãe foi “desmaniá” o mouro

    E a mãe, e a mãe, e a mãe foi desmaniá o moro
    Meu avô puxou dum trinta e a vó disse uns desforo...
    Disse meu pai pra minha mãe:
    Aperta a cincha num upa!
    Que eu só vou me despedir
    E já te ergo na garupa.
    Outra hora tu da tchau!
    Disse minha mãe pro meu pai
    Vamo embora que ta tarde
    Ou daqui a pouco nem tu vai

    Meu avô deu uns três tiro
    Minha vó se assustou e caiu
    Foi uma baita escaramuça
    E a mãe com o pai fugiu
    E a mãe, e a mãe, e a mãe com o pai fugiu
    Assim deu esse romance
    Pouco disso se acredita
    O meu pai moço domero
    Minha mãe moça bonita
    Papai de bombacha larga,
    Mamãe vestido de chita
    Se vai, se vai e corcoveando se vai
    Não cai, não cai
    É o moço do bragado

    Composição: Cristian Camargo / Rogerio Villagran. Essa informação está errada? Nos avise.

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