
Rasguei a Minha Fantasia
Marchinhas de Carnaval
Tristeza e solidão em “Rasguei a Minha Fantasia” no Carnaval
A música “Rasguei a Minha Fantasia”, composta por Lamartine Babo e lançada em 1935, se destaca por abordar a tristeza e a solidão escondidas sob a alegria típica do Carnaval. O verso “Fiz palhaçada / O ano inteiro sem parar / Dei gargalhada, / Com tristeza no olhar” mostra claramente o contraste entre a imagem alegre do palhaço e a melancolia que ele sente por dentro. Lamartine usa essa metáfora para ilustrar como as pessoas muitas vezes escondem seus sentimentos verdadeiros atrás de máscaras sociais, especialmente em momentos em que se espera felicidade coletiva, como o Carnaval.
O contexto histórico reforça essa interpretação: na década de 1930, o Carnaval era visto como um período de extravasar emoções, mas a canção subverte essa ideia ao expor o sofrimento interior do personagem. A fantasia rasgada representa o abandono da obrigação de aparentar felicidade, enquanto “guardei os guizos no meu coração” indica que, mesmo sem a fantasia, a essência do palhaço – e sua tristeza – permanece guardada. O trecho “Tentei chorar, / Ninguém no choro acreditou / Tentei amar, / E o amor não chegou” aprofunda o sentimento de isolamento, mostrando a dificuldade de ser compreendido e acolhido. Ao mencionar a compra de uma “fantasia de pierrô”, a música faz referência a outro personagem marcado pela tristeza e pelo amor não correspondido, ampliando o tom melancólico da obra, mesmo dentro do universo festivo das marchinhas de Carnaval.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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