
Diabo Sem Rabo
Marchinhas de Carnaval
Duplo sentido e crítica social em “Diabo Sem Rabo”
“Diabo Sem Rabo”, das Marchinhas de Carnaval, se destaca pelo uso inteligente do duplo sentido em sua letra. A ausência do “rabo” na fantasia de diabo, além de ser um detalhe cômico, carrega uma malícia típica das marchinhas. O trecho “Eu vou botar um anúncio no jornal: precisa-se de um rabo pra brincar no carnaval” transforma um problema simples em piada, brincando com a ambiguidade da palavra “rabo”, que pode ter conotação sexual e também remeter a algo proibido ou malicioso.
O contexto histórico é fundamental para entender a música. Durante o governo Vargas, “Diabo Sem Rabo” foi alvo de censura justamente por esse duplo sentido, já que “rabo” era uma gíria considerada inadequada. Além disso, há um aspecto curioso ligado à repressão policial: no passado, capoeiristas escondiam navalhas nos rabos das fantasias de diabo, o que levou a polícia a arrancar esses acessórios durante o carnaval. Assim, a letra faz referência não só ao humor e à malícia, mas também à repressão e à segurança da época. “Diabo Sem Rabo” mistura leveza, crítica social e picardia, usando o espírito irreverente do carnaval para abordar temas do cotidiano e da sociedade brasileira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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