
Trabalhar, Eu Não
Marchinhas de Carnaval
A crítica social e o humor em "Trabalhar, Eu Não"
A música "Trabalhar, Eu Não", das Marchinhas de Carnaval, vai além do tom descontraído típico do gênero e se destaca como um símbolo de protesto entre trabalhadores. Durante a greve no porto de Santos, seu refrão foi adotado como lema, mostrando como a canção ganhou força como expressão de resistência. O contexto histórico reforça esse caráter subversivo: o compositor Almeidinha chegou a ser preso sob acusação de comunismo, o que evidencia o incômodo que a crítica social presente na letra causava ao governo da época.
A letra aborda, de forma bem-humorada, a frustração do trabalhador que se esforça muito — "Eu trabalhei como um louco, até fiz calo na mão" — mas vê apenas o patrão enriquecer, enquanto ele mesmo continua pobre. O verso "Trabalho, não tenho nada, de fome não morro não" sugere uma resistência à exploração e aponta para a busca de alternativas de sobrevivência fora do trabalho formal. Assim, a música usa o humor e a leveza do carnaval para criticar as desigualdades sociais e as políticas trabalhistas, transformando o refrão "Trabalhar, eu não, eu não!" em um grito de protesto disfarçado de brincadeira.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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