
Nega Maluca
Marchinhas de Carnaval
Racismo e desigualdade em “Nega Maluca” nas marchinhas
A marchinha “Nega Maluca”, tradicional no Carnaval brasileiro, vai além do tom divertido e revela questões profundas sobre racismo e desigualdade de gênero. A letra conta a história de um homem surpreendido durante um jogo de sinuca por uma mulher negra, que o confronta dizendo que ele é o pai de seu filho. O refrão, marcado pela repetição da negativa do homem (“não senhor”), evidencia a recusa de assumir a responsabilidade, algo que, no contexto histórico, era frequente entre homens brancos que engravidavam empregadas negras e depois negavam a paternidade.
Apesar do ritmo animado, a música reforça estereótipos racistas e sexistas. O termo “nega maluca” já traz uma carga preconceituosa, e a letra retrata a mulher negra de forma pejorativa, tornando-a alvo de piadas e deslegitimando sua reivindicação por reconhecimento e direitos. Atualmente, “Nega Maluca” é vista de forma crítica, sendo citada como exemplo de marchinha que perpetua preconceitos e que precisa ser repensada nos carnavais. Assim, a canção expõe não só a negação da paternidade, mas também um retrato das relações desiguais e dos preconceitos presentes na sociedade brasileira da época.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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