
Acorda, Maria Bonita
Marchinhas de Carnaval
Retrato do cangaço e afeto em “Acorda, Maria Bonita”
O verso “Que o dia já vem raiando / E a polícia já está em pé” mostra de forma clara a tensão constante enfrentada pelos cangaceiros, sempre alertas diante da perseguição policial. “Acorda, Maria Bonita” homenageia Maria Bonita, figura histórica e companheira de Lampião, destacando seu papel pioneiro como a primeira mulher a integrar um grupo de cangaceiros. A letra, composta por Volta Seca, ex-cangaceiro, retrata o cotidiano do cangaço ao misturar a rotina doméstica — representada pelo pedido para Maria Bonita preparar o café — com a urgência e o perigo da vida fora da lei.
Além do contexto histórico, a canção traz elementos de afeto e admiração, como nos versos “Cabelos pretos anelados / Olhos castanhos delicados / Quem não ama a cor morena / Morre cego e não vê nada”, que exaltam a beleza e o valor da mulher nordestina. O trecho “Se eu soubesse que chorando / Empato a tua viagem / Meus olhos eram dois rios / Que não te davam passagem” sugere um sentimento de despedida e proteção, como se o choro pudesse impedir a partida de alguém querido, reforçando o tom emotivo da música. Mesmo adaptada como marchinha de Carnaval, a canção mantém viva a memória do cangaço e de Maria Bonita, equilibrando leveza popular com referências a uma realidade marcada por luta e resistência.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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