
A Fonte Secou
Marchinhas de Carnaval
Ironia e libertação no fim do amor em “A Fonte Secou”
A música “A Fonte Secou”, do repertório de Marchinhas de Carnaval, usa a metáfora da fonte de água para ilustrar o fim de um relacionamento. O amor, antes abundante, é comparado a uma fonte que secou, simbolizando o término definitivo dos sentimentos. O verso “Eu não sou água, pra me tratares assim, só na hora da sede é que procuras por mim” expõe o ressentimento do narrador, que se sente procurado apenas quando é conveniente para a outra pessoa. Esse trecho revela um tom irônico e sarcástico, reforçando a mágoa, mas também a sensação de libertação: o narrador deixa claro que não quer mais ser procurado por quem agiu de forma egoísta.
Lançada em 1954, a canção se destaca por uma linguagem mais elaborada e menos festiva, destoando das marchinhas tradicionais do Carnaval. Isso pode ter contribuído para que não alcançasse grande sucesso na época. No trecho final, “A fonte do nosso amor secou, mas os seus olhos, nunca mais hão de secar”, a ironia aparece novamente: enquanto o narrador se sente livre, sugere que a outra pessoa ficará marcada pelo arrependimento e pela tristeza. Assim, “A Fonte Secou” aborda o fim do amor de forma leve, mas não ignora as consequências emocionais para quem agiu com egoísmo.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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