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A Liberdade (Intro) (part. Urias)

Marcinha do Corintho

A luta ancestral e coletiva em “A Liberdade (Intro) (part. Urias)”

Em “A Liberdade (Intro) (part. Urias)”, Marcinha do Corintho utiliza a imagem de uma casa grandiosa, “condecorada com um campo de batalha”, para mostrar que a liberdade não é facilmente acessível e está marcada por violência e exclusão. O álbum “Carranca” reforça essa ideia ao conectar a busca pela liberdade à trajetória histórica do povo negro brasileiro, para quem a emancipação sempre foi resultado de resistência, luta e memória ancestral. A narração de Marcinha, com forte ligação às raízes afro-brasileiras, aprofunda o sentimento de pertencimento coletivo e destaca a importância da ancestralidade nessa jornada.

A letra evidencia o contraste entre a promessa de liberdade, celebrada como símbolo de cultura e civilização, e a realidade da exclusão: “Na entrada da casa, sou recusada, rejeitada, reprimida”. Esse trecho mostra que, apesar do discurso de inclusão, muitos ainda são impedidos de acessar a liberdade de fato, enfrentando rejeição e vergonha. No final, a decisão da narradora de se afastar da “casa habitada apenas por ilusões e engodos” e retornar ao mar representa o resgate das próprias origens e a recusa em aceitar uma liberdade ilusória. A menção à vingança aponta para a força de quem transforma dor em luta, alinhando-se à carranca como símbolo de proteção e enfrentamento dos maus espíritos.

Composição: Guillaume Blanc-Marianne / Maffalda. Essa informação está errada? Nos avise.

O significado desta letra foi gerado automaticamente.


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