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Onde a Tristeza Se Arrancha

Marco Aurélio Vasconcellos

Letra

    Morada humilde encravada na campanha
    Cercada ao fundo com cacimba e um pomar
    Rudes paredes levantadas com capricho
    Lugar pequeno que já foi um grande lar

    Gente tão simples quanto a vida que se vive
    Nessas lonjuras onde nem o tempo passa
    Mas que envelhece mais depressa no trabalho

    E vê, por vezes, a esperança tão escassa
    Filhos criados que se foram para o povo
    Tentar a sorte feito novos retirantes
    E que deixaram para trás seus velhos pais
    A ruminar dias felizes já distantes

    E como dói ver a saudade retratada
    Algum brinquedo que ficou sem serventia
    Ou no silêncio desses quartos tão vazios
    Onde também a nossa alma se esvazia

    A vida segue, é sempre assim, e o tempo cura
    Essas feridas que torturam sem matar
    E é escondido que se chora a solidão
    De quem cresceu acostumado a não chorar

    A velha sina de sofrer cala a revolta
    E a ilusão de um melhor tempo se desfaz
    Pois quem partiu a prometer que um dia volta
    Sabe que disse um adeus pra nunca mais

    Composição: Martim César Gonçalves / Paulo Timm. Essa informação está errada? Nos avise.

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