Antropológica
Marconi Notaro
Reflexão irônica sobre a existência em "Antropológica"
A música "Antropológica", de Marconi Notaro, propõe uma reflexão irônica sobre a condição humana ao transformar a linguagem científica em crítica social. Logo no início, a letra apresenta uma enumeração típica de livros de biologia: "Filo dos cordados / Subfilo vertebrados / Classe dos mamíferos...". Ao fazer isso, Notaro destaca como, apesar de toda a complexidade e orgulho do ser humano, somos apenas mais uma espécie entre tantas na natureza. O tom levemente sarcástico dessa abordagem se intensifica no contexto psicodélico e experimental do álbum, questionando a ideia de superioridade humana e mostrando que nossa posição é relativa e até duvidosa.
Na segunda parte, a música mistura expressões como "latitude vertebrada" e "um primata só pirata", sugerindo que, mesmo com toda a evolução, continuamos presos a impulsos e limitações básicas. O verso "Sem pretensão nesse mundo / Não ilude, desilude!" reforça o tom desencantado, indicando que não há grandes ilusões sobre o papel do ser humano na natureza. O trecho final, "Essa vida aqui do mato / Eu tô indo embora", pode ser interpretado como uma fuga da civilização ou uma aceitação da simplicidade da existência. Assim, "Antropológica" utiliza a linguagem científica para, com leveza e ironia, questionar o sentido e a importância da trajetória humana, refletindo o espírito contracultural da cena psicodélica pernambucana dos anos 1970.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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