
Com Mais de Trinta
Marcos Valle
Crítica à autoridade e autenticidade em “Com Mais de Trinta”
Em “Com Mais de Trinta”, Marcos Valle utiliza o número trinta como símbolo de desconfiança e ironia, indo além da questão da idade. Ao repetir frases como “Não confie em ninguém com mais de trinta anos” e “com mais de trinta cruzeiros”, Valle faz uma crítica bem-humorada ao conservadorismo das gerações mais velhas e ao valor excessivo dado ao dinheiro e ao status. O contexto da época, marcado por uma juventude contestadora e pelo desejo de romper padrões, reforça esse tom provocativo, especialmente ao mencionar figuras de autoridade, como professores e diretores, que “têm mais de trinta conselhos” ou “querem mais de trinta minutos pra dirigir sua vida”.
A canção também destaca a importância do individualismo e da autenticidade. Nos versos “Eu meço a vida nas coisas que eu faço / E nas coisas que eu sonho e não faço”, Valle sugere que a realização pessoal está mais ligada às experiências e aos sonhos do que ao simples cumprimento de expectativas sociais. O trecho “Sou prisioneiro do ar poluído / O artigo trinta eu conheço de ouvido” traz uma crítica à opressão e à falta de liberdade, seja ela ambiental, social ou legal, e reforça o desejo de buscar novos caminhos, mesmo em meio à incerteza. A versão psicodélica de Bia Mendes, lançada em 2024, evidencia a atualidade da mensagem, mostrando que a crítica à autoridade e a valorização da autenticidade continuam relevantes.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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