
Pigmalião 70
Marcos Valle
A Margem da Lucidez: A Profunda Reflexão de 'Pigmalião 70' por Marcos Valle
A música 'Pigmalião 70' de Marcos Valle é uma crítica contundente à sociedade e às suas normas. O título faz referência ao mito grego de Pigmalião, um escultor que se apaixona por uma estátua que ele mesmo criou. No entanto, Valle subverte essa narrativa ao questionar a transformação imposta pela sociedade, que tenta moldar o indivíduo conforme seus padrões, transformando-o em algo artificial, como um 'satélite' ou 'robô'.
A letra expressa a resistência do eu lírico em se conformar com as expectativas sociais. Ele se vê como um 'marginal' no 'mundo social', mas encontra lucidez na margem, fora das normas estabelecidas. A ideia de que 'normal hoje é na verdade o anormal' sugere uma inversão de valores, onde o que é considerado normal pela sociedade é, na verdade, uma distorção da verdadeira essência humana. A metáfora da 'estátua de marfim' representa a rigidez e a falta de vida que ele rejeita, preferindo a vitalidade do 'sol' à 'festa de ilusão'.
A música também aborda a busca por autenticidade e transformação pessoal. O eu lírico fala sobre despir-se de suas antigas vestes e adotar 'novo gesto, novo jeito, nova gente, novo gen'. Essa transformação é um processo de autodescoberta e reinvenção, onde ele se une à sua própria criação, questionando 'quem sou?'. A jornada pela margem é tanto uma perda quanto um encontro de si mesmo, um caminho de autoconhecimento e resistência às imposições externas.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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