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Letra

    Moro em casa de barro
    Sob luz de lamparina
    Durmo em colchão de palha
    Com travesseiro de crina
    Bebo água da nascente
    Que vem purinha da mina
    O meu café da manhã
    Não tem pão com margarina
    Minha comida é caseira
    Muito rica em proteína

    Levanto de manhã cedo
    E calço minha botina
    Pego o caminho da roça
    Deixo o rancho da colina
    Vou ouvindo a passarada
    Cantar na verde campina
    As águas da cachoeira
    Na queda forma neblina
    Parece uma nuvem branca
    Caindo uma chuva fina

    O Sol se esconde na serra
    Trazendo a negra cortina
    Antes que a noite apareça
    Minha jornada termina
    A Lua bela e risonha
    Com sua luz matutina
    Surge por traz da montanha
    Minha choupana ilumina
    Eu chego e caio nos braços
    Da minha linda menina

    Não é por eu ser caipira
    Que a timidez me domina
    Apenas sou educado
    Pois a boa vida ensina
    Sei entrar em ambientes
    Onde tem gente grã-fina
    Não vou além da fronteira
    Sem conhecer a rotina
    Ninguém me chama atenção
    Por falta de disciplina

    Eu não tenho preconceito
    Minha mente é cristalina
    De Deus nosso pai eterno
    Tenho a proteção divina
    A vida que estou levando
    O meu estilo combina
    Não vou dizer que a roça
    Seja um negócio da China
    Mas eu vivo sossegado
    Aqui no meu sul de Minas

    Composição: Marcos Violeiro / Rubens Simões. Essa informação está errada? Nos avise.

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