
Lundú (Quenda)
Marcus Viana
Ritualidade e ancestralidade em "Lundú (Quenda)" de Marcus Viana
Em "Lundú (Quenda)", Marcus Viana utiliza a repetição de frases como um elemento central, evocando os cânticos ritualísticos africanos que buscam conectar o mundo material ao espiritual. O uso de termos de origem africana e a referência direta a "Osùn" (Oxum) reforçam o caráter de celebração e respeito às divindades das religiões afro-brasileiras, especialmente Oxum, deusa dos rios, do amor, da fertilidade e da proteção.
A atmosfera meditativa da música remete à vivência coletiva dos rituais, onde a repetição induz estados de conexão profunda com a ancestralidade e o sagrado. O lundum, ritmo tradicional que inspira a canção, foi historicamente um espaço de resistência cultural dos africanos escravizados no Brasil. Ao resgatar essa tradição, Marcus Viana transforma a música em um ato de preservação e valorização das raízes afro-brasileiras. Cada verso repetido funciona como um mantra, reafirmando a importância da memória, da identidade e da espiritualidade negra no contexto brasileiro.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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