
Andorinhas
Marcus Viana
“Andorinhas” e a espiritualidade franciscana cotidiana
Em “Andorinhas”, de Marcus Viana, a devoção franciscana vira modo de vida. Quando o eu lírico afirma “Há um São Francisco no meu coração”, ele traz o santo para dentro da própria conduta, em sintonia com o álbum Francisco de Assis. As andorinhas que “brincam no vento, nas asas do amor” condensam liberdade, alegria e cuidado com a criação. Ao dizer que as vê “por onde eu vou”, a canção sugere tanto a presença real das aves quanto um estado permanente de leveza e comunhão com o mundo.
A letra organiza a natureza como um todo integrado: “os peixes e os bichos da água” / “as aves e os bichos do céu” / “os seres da Terra”, culminando em “Tudo o que vive e se move nela”. A imagem “as pessoas, as plantas e os animais são canteiros do mesmo jardim” explicita a igualdade de valor entre humanos, animais e plantas, ideia central do imaginário franciscano. Já “ao beijo da vida, todos dizem sim” personifica a força vital que atravessa esses reinos. Há também um duplo sentido acolhedor: “asas do amor” une o literal das asas das aves ao impulso amoroso que sustenta a vida. Com seu refrão repetido, a canção funciona como uma oração simples, serena e esperançosa de amor universal.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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