
Mulher Rendeira
Maria Alcina
Tradição e resistência em "Mulher Rendeira" de Maria Alcina
O verso “Tu me ensina a fazê renda / Que eu te ensino a namorá” mostra uma troca de saberes e afetos, unindo o universo feminino do artesanato à sedução e ao romance. Essa interação valoriza o trabalho manual das mulheres rendeiras e traz um tom de flerte leve e bem-humorado, típico das músicas populares do Nordeste. O refrão repetido “Olê muié rendera / Olê muié rendá” reforça o clima coletivo e festivo da canção, funcionando como um chamado para a dança, o que faz sentido já que a música era cantada pelos cangaceiros durante suas jornadas.
A referência direta a Lampião, figura central do cangaço, liga a música à história real do sertão nordestino e à resistência dos cangaceiros. O trecho “Lampião desceu a serra / Num baile da cangaceira” mistura realidade e lenda, mostrando Lampião não só como um personagem temido, mas também como parte da vida social e cultural da região. O contexto histórico de “Mulher Rendeira” — composta em homenagem à avó de Lampião, uma rendeira — reforça o respeito e a admiração pela mulher sertaneja, símbolo de força e tradição. Na versão de Maria Alcina, a energia e os arranjos modernos apresentam o clássico a novos públicos, mantendo o espírito de celebração e resistência que sempre marcou a canção.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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