
Sussuarana
Maria Bethânia
Culpa e desejo no ambiente rural em “Sussuarana”
Em “Sussuarana”, Maria Bethânia transforma um encontro amoroso proibido em uma narrativa marcada por culpa, religiosidade e forte identidade regional. O título faz referência tanto ao personagem Zezé quanto ao animal selvagem, a sussuarana, simbolizando o caráter furtivo e clandestino do relacionamento. A ambientação na festa de Sant'Ana, uma celebração religiosa tradicional do interior, intensifica o conflito entre desejo e moralidade, já que o encontro ocorre em um contexto sagrado, ampliando o peso da culpa da narradora.
A letra traz frases como “Ó Virgem dos meus pecados, me dê a absorvição”, que evidenciam o sentimento de transgressão e a busca por perdão. O uso de expressões regionais, como “sumana” (semana) e “bocada” (lugar), aproxima a narrativa do cotidiano rural brasileiro. O trecho “Foi coisa feita, foi mandinga, foi maleita” sugere que o afastamento de Zezé é visto como resultado de uma maldição ou feitiço, misturando crenças populares à experiência pessoal de abandono. A interpretação intensa de Maria Bethânia realça essas emoções, tornando a canção um retrato sensível do amor proibido, da culpa religiosa e do sentimento de perda, tudo permeado por elementos da cultura do interior do Brasil.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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