
Marginália II
Maria Bethânia
Crítica social e resistência em "Marginália II" de Maria Bethânia
Em "Marginália II", Maria Bethânia interpreta uma letra que reflete o clima de isolamento e desesperança vivido no Brasil durante o regime militar. A repetição da frase “Aqui é o fim do mundo” destaca não só o sentimento de marginalização, mas também funciona como uma crítica à posição periférica do país no cenário internacional da época. Termos como “terceiro mundo” e menções à fome, medo e morte reforçam a denúncia das condições sociais e políticas enfrentadas pela população brasileira.
A canção utiliza elementos tropicais, como “palmeiras”, “araçás” e “bananeiras”, para ironizar o estereótipo de um Brasil exótico e abundante, contrastando com a dura realidade vivida por muitos. O verso “Oh, sim, nós temos banana / Até pra dar e vender” faz referência à marchinha “Yes, nós temos bananas”, mas aqui assume um tom sarcástico, sugerindo que, apesar da riqueza natural, o país sofre com problemas estruturais graves. A mistura de repente nordestino com MPB reforça a identidade cultural brasileira e evidencia suas contradições. A interpretação intensa de Maria Bethânia amplifica a emoção da música, transformando "Marginália II" em um retrato marcante da angústia e da resistência diante da opressão.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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