
Poema Dos Olhos da Amada
Maria Bethânia
Imagens náuticas e mistério em “Poema Dos Olhos da Amada”
Em “Poema Dos Olhos da Amada”, Maria Bethânia utiliza metáforas náuticas para descrever os olhos da pessoa amada, como “cais noturnos” e “docas mansas”. Essas imagens sugerem que o olhar da amada é um porto seguro, mas também um espaço de mistério e profundidade. Os olhos são apresentados como lugares de chegadas e partidas, simbolizando tanto acolhimento quanto incerteza. O verso “quantos saveiros, quantos navios / quantos naufrágios nos olhos teus” reforça a ideia de que esses olhos guardam histórias de viagens, sonhos e perdas, tornando-se um universo próprio, repleto de experiências e emoções não reveladas.
Outro ponto importante é a menção aos “olhos ateus” da amada, indicando uma ausência de fé ou crença, seja em algo maior ou até mesmo no amor. O trecho “quem dera um dia quisesse Deus / eu visse um dia o olhar mendigo / da poesia nos olhos teus” expressa o desejo de encontrar sensibilidade, entrega ou inspiração poética nesse olhar, mesmo que ele pareça distante ou indiferente. A interpretação bilíngue de Maria Bethânia e Jeanne Moreau, alternando entre francês e português, amplia a atmosfera contemplativa da canção e universaliza o sentimento, ressaltando a beleza e o mistério presentes nos olhos da pessoa amada.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.




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