
Doce
Maria Bethânia
A relação entre fé e cultura baiana em “Doce” de Maria Bethânia
A música “Doce”, interpretada por Maria Bethânia, é uma homenagem sensível à Bahia, destacando a conexão entre a religiosidade afro-brasileira e a tradição musical do estado. Um ponto central da canção é a forma como ela une a figura de Oxum, orixá das águas doces e do amor, à obra de Dorival Caymmi. Ao citar “as águas de Oxum que Caymmi batizou”, a letra sugere que Caymmi foi responsável por traduzir e valorizar as riquezas culturais e naturais da Bahia, mostrando que a doçura do lugar vem tanto da espiritualidade quanto da arte.
O álbum em que a música está inserida é dedicado à Virgem Maria, o que reforça o clima devocional e aproxima Oxum, símbolo de maternidade e proteção nas religiões de matriz africana, da figura da mãe sagrada do catolicismo. Assim, “Doce” celebra a Bahia como um espaço de sincretismo, onde fé, música e natureza se misturam. Quando a letra afirma “quem cantou a Bahia foi Oxum” e “quem embalou a Bahia e adoçou foi Caymmi”, reconhece tanto a força espiritual quanto o legado artístico como partes fundamentais da identidade baiana, transmitindo gratidão e reverência por esses elementos que moldam a cultura local.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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