
São João, Xangô Menino
Maria Bethânia
Sincretismo e devoção em “São João, Xangô Menino” de Maria Bethânia
A música “São João, Xangô Menino”, interpretada por Maria Bethânia, destaca o sincretismo religioso brasileiro ao unir São João Batista, figura central das festas juninas católicas, ao orixá Xangô do candomblé. Logo no início, a letra afirma: “Meu pai, São João Batista, ele é Xangô / É o dono do meu destino até o fim”, mostrando como elementos africanos e cristãos se misturam na cultura popular, refletindo respeito e convivência entre diferentes tradições religiosas.
A canção traz uma atmosfera acolhedora e festiva, celebrando símbolos típicos das festas juninas, como a fogueira, o milho verde, os balões e os fogos de artifício, presentes em versos como “Viva São João, viva o milho-verde” e “Olha para aquele balão multicor / Como no céu vai sumindo”. Ao mesmo tempo, invoca Xangô como guardião da razão e do destino, pedindo proteção e inspiração: “Tome conta do destino, Xangô / Da beleza e da razão”. O refrão “Quero ser sempre o menino, Xangô / Da fogueira de São João” expressa o desejo de preservar a pureza, a alegria e a fé da infância, mesmo diante dos desafios da vida adulta. Assim, a música constrói uma ponte entre o sagrado e o cotidiano, exaltando a riqueza cultural e afetiva das tradições brasileiras.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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