
Cigarro de Palha/Boiadeiro
Maria Bethânia
Cotidiano sertanejo e afeto em “Cigarro de Palha/Boiadeiro”
Na interpretação de Maria Bethânia, a união das músicas “Cigarro de Palha” e “Boiadeiro” ressalta a importância dos elementos simples do cotidiano sertanejo, como o cigarro de palha, o cavalo ligeiro e a rede de malha. Esses objetos, citados em versos como “meu cigarro de palha, meu cavalo ligeiro, minha rede de malha, meu cachorro trigueiro”, representam não só a vida rural, mas também a engenhosidade e a resistência das comunidades do sertão. O uso da palha de milho para fazer cigarros, por exemplo, mostra a criatividade e a adaptação diante das dificuldades do interior.
Ao passar para “Boiadeiro”, a música amplia o foco para o trabalho diário e o afeto, mostrando o personagem conduzindo a boiada enquanto pensa na pessoa amada que o espera. A repetição de frases como “é muito pouco, é quase nada, mas não tem outras mais bonitas no lugar” reforça o orgulho e o apego ao que se tem, mesmo que seja simples. A performance de Bethânia, marcada por gestos e iluminação que sugerem a passagem do tempo, intensifica o tom nostálgico e afetivo, conectando a paisagem rural à identidade nordestina e à literatura de Guimarães Rosa. Assim, a canção valoriza a dignidade, a resiliência e o afeto presentes na rotina do sertão, transmitindo respeito e emoção pela vida simples do interior.
O significado desta letra foi gerado automaticamente.



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